terça-feira, 15 de setembro de 2009

Mensagem da amiga-irmã Márcia

Amigos,
Neste momento que tenho a alma conturbada e triste, recebo este bálsamo de minha amiga Márcia....
É uma das muitas pérolas que vou guardar muito bem e compartilho com vocês...
Deus te abençõe, amiga Márcia..............


Quando a nossa consciência se liberta da necessidade de obter resultados imediatistas e percebemos a importância de estar atentos ao processo que cada situação percorre, podemos ficar tranquilos.
Uma vida tranquila emerge a partir do nosso ancoramento na sabedoria interior que vem da Alma e nos concede dons maravilhosos:
-um discurso consciente e sem palavras supérfluas,
a certeza de que até a mais turbulenta tempestade passa,
assim como se calam as dúvidas num coração tranquilo.
Para conseguir a tranquilidade desenvolva alguma atividade manual ou algo que o leve a usar as mãos em silêncio.
Pratique a presença da sua Alma no centro do seu coração. Sinta a calma que vem de um contato com o Ser mais profundo.
Reverencie os momentos de silêncio e solidão que a vida lhe oferece.
Procure escutar o silêncio na agitação do mundo que o cerca.
Desapegue-se conscientemente da compulsividade do "fazer". Concentre-se mais no "ser" quando estiver realizando qualquer tarefa.
Seja Feliz.

sábado, 5 de setembro de 2009

Brasil, Pátria Amada!!!!!

Amigos,
Precisa falar mais alguma coisa???????
Bjos e bom final de semana......

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O Sol existe, de Maiakovski

Amigos,
Os poemas são recentes????? Não, eu os recolhi nos meus guardados antigos. Mas....................Que semelhança!!!!!!!!!!
Clássicos são assim, sobevivem ao tempo,são eternos......
Acho lindíssimo, tanto um quanto outro pela mensagem que carregam....
Bjos




O SOL EXISTE
(Maiakovski)

Ainda que seja noite
O sol existe
Por cima de paus e pedras
Nuvens e tempestades
Cobras e lagartos
O sol existe.

Ainda que tranquem nosso quarto
E apaguem a luz
O sol existe.





No caminho, com Maiakovski

Eduardo Alves da Costa


Tu sabes,
Conheces melhor que eu
A velha história.

Na primeira noite eles se aproximam
E roubam uma flor
Do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
Pisam as flores,
Matam nosso cão,
E não dizemos nada.
Até que um dia,
O mais frágil deles
Entra sozinho em nossa casa,
Rouba-nos a luz e,
Conhecendo nosso medo,
Arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.

Nos dias que correm
A ninguém é dado
Repousar a cabeça
Alheia ao terror.

domingo, 30 de agosto de 2009

O Anticristo, de Nietzshe

Amigos,

Consegui ler o ANTICRISTO, de Nietzsche.
Tradução de Pietro Nasseti.
Editora Martin Claret

Vou colocar algumas considerações, sem pretenção nenhuma: são trechos que achei interessantes ( muitas vezes sem verdade para mim), para uma boa reflexão sobre a obra.
Se alguém ler minhas anotações e quiser degustar o livro, acho que vale a pena. É uma obra polêmica, sem muitos atrativos, mas que todos deveriam ler.

OS TRECHOS ABAIXO NÃO EXPRESSAM MINHA OPINIÃO PESSOAL. FORAM RETIRADOS DA OBRA DE NIETZSCHE.

***** Nietzsche compara Cristo ao personagem de Dostoévski, da obra O IDIOTA. (Esta eu ainda não li, mas está na fila, principalmente agora).

Os demônios de Dostoiévski teriam influenciado Nietzsche para escrever o ANTICRISTO, há certas aproximações entre a aniquilação de Deus e uma nova realidade.

***** Nietzsche declara que o Deus de Jesus Cristo não é o Deus de Paulo, pois em Cristo estava já o próprio Deus, que feria as instituções. (pág.30)

***** O filósofo, nesta obra quer combater uma visão detrupada do que são os valores da vida.

***** " Há homens que já nascem póstumos." ( pág. 37)

***** Haverá, por acaso, algo que destrua alguém mais rapidamente do que trabalhar, pensar, sentir, sem uma necessidade interior, sem uma escolha profundamente pessoal, sem prazer, como autômato do dever? (pág.45)

***** Interessante colocação sobre o budismo.......... Liberdade total.....
Emprega como remédio a vida ao ar livre, a vida nômade; a temperança e a seleção dos alimentos; a prudência face às bebidas alcoólicas; igual precaução contra todas as emoções que produzem a bilis e aquecem o sangue; ausência de inquietações tanto com respeito a si como a outrem. Prescreve representações que provoquem ora o repouso, ora a alegria e encontra meios de se desembaraçar das restantes. (pág. 53)

***** Referência à Lei de Manu
Primeira organização geral da sociedade sob forte motivação religiosa e política. Não teve projeção mundial, somente na Índia.


Vale a pena ler, seus horizontes se ampliam e seu pensamento cria asas......
Você voa para qualquer lugar.....
Boas leituras.......

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O Retrato de Dorian Gray

Li e gostei muito...................
O RETRATO DE DORIAN GRAY
O primeiro capítulo apareceu em junho de 1890. Em março de 1891, a obra foi publicada em volume.
Oscar Wilde conheceu Robert Ross em 1866, em Oxford, e logo em seguida, levado por ele, iniciou as " experiências" homossexuais que se tornaram um hábito a partir de 1889.
Esta data marcou o início de sua literatura mais intensa. Escreveu o romance "O RETRATO DE DORIAN GRAY ".

É uma história simples mas original sobre um jovem belíssimo, DORIAN GRAY, que apaixonadamente cultua a beleza e o prazer. Basílio Hallward, um pintor seu amigo, presenteia-o com um retrato que o reproduz no auge da juventude, e o faz sentir com maior violência a dor pela efemeridade da vida.
Em virtude de certo voto mágico, as vicissitudes não deformarão o rosto vivo e perfeito de DORIAN GRAY; apenas o retrato sofrerá a passagem do tempo.
O romance não foi recebido bem pelos críticos, principalmente pelos moralistas que o consideraram uma obra " envenenadora de costumes".
O escritor, no entanto, afirmava que sua obra era moralmente perfeita. No prefácio de romance, ele escreve que...,
"o artista jamais é mórbido.
O artista tudo pode exprimir.
Pensamento e linguagem são para o artista instrumento de uma arte.
Vício e virtude são para o artista materiais para uma arte".
E vai mais além ao afirmar que...
"toda arte é, ao mesmo tempo, superfície e símbolo.
Os que buscam sob a superfície, fazem-no por seu próprio risco.
Os que procuram decifrar o símbolo, correm também seu próprio risco.
Na realidade, a arte reflete o espectador, e não a vida.
Os críticos, porém, parecem não se ter dado ao trabalho de analisar profundamente as idéias do escritor.
Wilde, por sua vez, tinha outras preocupações.
Além de pregar a "arte pela arte" e de afirmar a superioridade do artista, ele estava começando a se interessar seriamente pelo teatro.

Vale a pena conferir..................

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Reflexão com George Carlin

Amigos,
Recebi esta mensagem da minha amiga Cecília e achei lindíssima...
Bom texto para refletir....


Nós falamos demais,
amamos raramente,
odiamos freqüentemente.
Nós bebemos demais,
gastamos sem critérios.
Dirigimos rápido demais,
ficamos acordados até muito mais tarde,
acordamos muito cansados,
lemos muito pouco,
assistimos TV demais,
perdemos tempo demais em relações virtuais,
e raramente estamos com Deus.

Multiplicamos nossos bens,
mas reduzimos nossos valores.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver;
adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua,
mas temos dificuldade em cruzar a rua
e encontrar um novo vizinho.
Conquistamos o espaço,
mas não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores,
mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma;
dominamos o átomo,
mas não nosso preconceito;
escrevemos mais, mas aprendemos menos;
planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores
para armazenar mais informação,
produzir mais cópias do que nunca,
mas nos comunicamos cada vez menos.
Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta;
do homem grande, de caráter pequeno;
lucros acentuados e relações vazias.

Essa é a era de dois empregos,
vários divórcios,
casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas,
fraldas e moral descartáveis,
das rapidinhas,
dos cérebros ocos
e das pílulas 'mágicas'.
Um momento de muita coisa na vitrine
e muito pouco na dispensa.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama,
pois elas não estarão aqui para sempre.

Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais,
num amigo,
pois não lhe custa um centavo sequer.

Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o)
e às pessoas que ama,
mas, em primeiro lugar, se ame.
Um beijo e um abraço curam a dor,
quando vêm de lá de dentro.
Por isso,
valorize sua familia,
seus amores,
seus amigos,
a pessoa que lhe ama,
e, aquelas que estão sempre ao seu lado."

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo

Amigos,

Quem vai fazer vestibular ou cursa um 2º grau, com certeza vai gostar desta postagem. É uma colaboração de meus arquivos, quando eu ainda lecionava Literatura....Foi uma pesquisa feita na net e eu não anotei a procedência. Se alguém reconhecer sua autoria terei prazer em nomear neste espaço............ Abraços....



1- Resumo da Obra


Augusto, Leopoldo e Fabrício estavam conversando, quando Filipe chegou e os convidou para passar um fim de semana na casa de sua avó que ficava na Ilha de Paquetá. Todos ficaram empolgados, menos Augusto. Filipe comentou a respeito de suas primas e de sua irmã, que provavelmente estariam na ilha. Foi quando surgiu uma discussão que deu origem a um aposta; Filipe desafiou Augusto dizendo que se ele não se apaixonasse por uma das moças ali presentes, no prazo de um mês, seria obrigado a escrever um romance sobre sua história.

Passaram-se quatro dias, Augusto recebeu uma carta, que lhe foi entregue por seu empregado Rafael, a mando de Fabrício. A carta dizia que o namoro de Fabrício com D.Joaninha não estava indo muito bem, pois ela era muito exigente. Ela fazia-lhe pedidos absurdos como escrever quatro cartas por semana , passar quatro vazes ao dia em frente à sua casa e nos bailes ele teria que usar um lenço amarrado em seu pescoço , da mesma cor da fita rosa presa a seus cabelos. Terminando a leitura, Augusto começou a rir porque era ele quem sempre aconselhava Fabrício em seus namoros.

Na manhã de sábado, chegou à ilha e encontrou seus amigos, que estavam a sua espera. Entrando na casa, se dirigiu à sala e se apresentou, em seguida foi procurar um lugar para sentar-se perto das moças. Foi então que ele se deparou com D.Violante, que lhe ofereceu um assento. Ela falou por várias horas sobre suas doenças, e perguntou o que ele achava. Augusto já irritado de ouvir tantas reclamações, disse que ela sofria apenas de hemorróidas. D.Violante se irritou, afirmando que os médicos da atualidade não sabem o que falam.

Fabrício chegou interrompendo a conversa e chamou Augusto para um diálogo em particular. Os dois começaram a discutir sobre a carta, pois Augusto disse que não pretendia ajudá-lo em seu namoro com D.Joaninha. Fabrício então declarou guerra a Augusto.

Logo após a discussão, chegou Filipe chamando-os para o jantar.

Na mesa, após todos terem se servido, Fabrício começou a falar em tom alto, dizendo que Augusto era inconstante no amor. Ele, por sua vez, não respondeu as provocações, mas, na tentativa de se defender, acabou agravando ainda mais a sua situação perante todos.

Após o jantar, foram todos passear no jardim e Augusto foi isolado por todas as moças. Apenas D.Ana aceitou passear com ele. Augusto quis dar explicações à D.Ana, mas preferiu ir a um lugar mais reservado.

Ela sugeriu então que fossem até uma gruta, onde sentaram num banco de relva. Começaram a conversar e Augusto contou sobre seus antigos amores e entre eles do mais especial, que foi aos treze anos, quando viajando com seus pais conheceu uma linda garotinha de oito anos, com quem brincou muito na praia, quando um pobre menino pediu-lhes ajuda. Eles foram levados a uma cabana onde estava um velho moribundo a beira da morte. Sua mulher e seus filhos estavam chorando. As crianças comovidas deram todo o dinheiro que possuíam à mulher do pobre velho. O velho agradeceu e pediu de cada um deles um objeto de valor. O menino deu-lhe um camafeu de ouro que foi envolvido numa fita verde e a menina deu-lhe um botão de esmeralda que foi envolvido numa fita branca, transformando-os em breves. O camafeu ficou com a menina e a esmeralda com o menino.

Depois trocados os breves, o velho os abençoou e disse que no futuro eles se reconheceriam pelos breves e se casariam. Foram embora e a menina saiu correndo de encontro a seus pais sem ter revelado o seu nome, e a partir daquele momento nunca mais se viram. Acabada a história Augusto levantou-se para tomar água. Ao pegar um copo de prata foi interrompido por D.Ana que resolveu lhe contar a história da gruta, que era a lenda de uma moça que se apaixonara por um índio que não a amava e de tanto ela chorar, deu origem a uma fonte, cuja água era encantada. Disse também que quem bebesse daquela água teria o poder de adivinhar os sentimentos alheios e não sairia da ilha sem se apaixonar por alguém. D.Ana explicou também que a moça cantava uma canção muito bela, quando de repente eles escutaram uma linda voz.

Augusto perguntou a D.Ana de onde vinha aquela melodia e ela explicou que era Carolina que cantava sobre a pedra de gruta e ele ficou encantado.

Logo após o passeio, foram todos até a sala para tomar café e a Moreninha derramou o café de Fabrício sobre Augusto. Ele foi se trocar no gabinete masculino quando Filipe entrou e sugeriu que ele fosse se trocar no gabinete feminino, para que pudesse ver como era.

Augusto aceitou e enquanto se trocava, ouviu vozes das moças que iam em direção ao gabinete. Ficou apavorado, pegou rapidamente as roupas e se enfiou debaixo de uma cama. As moça entraram, sentaram-se e começaram a conversar sobre assuntos particulares. O rapaz ouviu toda a conversa e quase não resistiu ao ver as pernas bem torneadas de Gabriela na sua frente. De repente ouviram um grito e Joaninha disse que a voz parecia com a de sua prima D.Carolina. Todos saíram correndo para ver o que estava acontecendo e Augusto aproveitou para terminar de se trocar e saiu do gabinete para ver a causa daquele grito.

O grito era da Moreninha que viu sua ama D. Paula caída no chão, devido a alguns goles de vinho que tomou junto do alemão Kleberc. D.Carolina não queria acreditar que sua ama estivesse bêbada e levaram-na para o quarto. A Moreninha estava desesperada quando Augusto, Filipe, Leopoldo e Fabrício entraram no quarto e percebendo a embriaguez da velha senhora começaram a dar diagnósticos absurdos. D.Carolina só acreditou em Augusto e não aceitou o verdadeiro motivo do mau estar de sua ama. Todos saíram do quarto e se dirigiram até o salão de jogos. Augusto foi conversar com D.Ana e perguntou sobre o paradeiro da Moreninha. D.Ana disse que ela estava no quarto cuidando de sua ama. Augusto foi até até o aposento e chegando na porta viu uma cena inesquecível; ela lavava com suas delicadas mãos os pés de sua ama e ele comovido se ofereceu para ajudá-la. Depois disso Augusto sugeriu que a deixasse repousar pois no dia seguinte estaria bem.

D.Carolina foi se trocar para em seguida ir ao Sarau, colocou um vestido muito bonito mas fora dos padrões normais, pois mostrava parte de suas pernas. Todos queriam dançar com ela e Fabrício pediu-lhe a terceira dança, mas a garota mentiu dizendo que iria dançar com Augusto. Ele por sua vez dançou com todas as moças e jurou-lhes amor eterno, inclusive para a Moreninha. No fim da festa Augusto encontrou um bilhete que estava em seu paletó, dizendo para ir à gruta no horário marcado e logo após encontrou outro no qual dizia que aquilo era uma armadilha.

No dia seguinte, Augusto foi até a gruta no horário marcado e encontrou as quatro jovens e antes que elas pudessem falar, foram surpreendidas pelo rapaz que contou cada uma o que ouvira no gabinete. As moças ficaram revoltadas e depois de irem embora Augusto foi surpreendido pela Moreninha que começou a contar a conversa dele com D.Ana. Mas primeiro ela tomou um copo da fonte e foi por este motivo que Augusto ficou mais impressionado pois lembrou-se da lenda da fonte encantada, e logo depois do susto, declarou-se a ela.

Depois de acabadas as comemorações, as pessoas voltaram para suas casas. Augusto não se cansava de contar sobre D.Carolina para Leopoldo, que sempre dizia que aquilo era amor. Os rapazes acharam conveniente visitar D.Ana, Augusto se encarregou dessa tarefa no domingo.

D. Ana foi recebê-lo e contou-lhe que D.Carolina estava triste até saber se sua vinda para a ilha.

Durante o almoço Augusto viu um lenço na mão de D.Carolina e adivinhou que ela o tinha bordado e após muita conversa D.Carolina resolveu ensiná-lo a bordar.

Depois do almoço, Filipe e Augusto foram jogar baralho, quando ouviram o chamado da Moreninha para a primeira aula de bordado. A lição acabou ao meio dia e Augusto achou prudente ir embora, despediu-se de todos e combinou com D.Carolina, que no domingo seguinte voltaria e traria o lenço já terminado.

No domingo seguinte, Augusto voltou até a ilha e levou o lenço totalmente pronto, para que sua mestra pudesse o ver, ela não acreditou que ele fizera um trabalho tão bem feito e começou a chorar, dizendo que ele tinha outra mestra. Augusto tentou explicar-se de todas as maneiras possíveis, e disse que o lenço fora comprado de uma velha senhora.

Depois de muita insistência a Moreninha aceitou a situação, pois D.Ana disse-lhe que sua atitude era infantil.

Depois do incidente Augusto chamou a Moreninha para um passeio e percebeu que ela estava um pouco nervosa, foi então, que ele perguntou-lhe se havia um amor em sua vida, ela respondeu com a mesma pergunta e Augusto disse que o grande amor de sua vida era ela. A Moreninha ficou imóvel e disse que o seu amor poderia ser ele.

Augusto voltou para sua casa e foi proibido de voltar à ilha por seu pai pois seus estudos estavam sendo prejudicados. D.Carolina não era mais a mesma desde a partida de Augusto que agora estava em depressão. Seu pai, vendo que estava prestes a perder seu filho, achou melhor que Augusto voltasse à ilha e pedisse a mão da Moreninha em casamento.

Chegando próximo à ilha, viram a Moreninha cantando sobre a pedra, e ela ao vê-los ignorou-os. D.Ana foi recebê-los e o pai de Augusto explicou a situação se seu filho. Eles foram até a sala e de repente a Moreninha apareceu com seu vestido branco chamando a atenção de todos, foi então que o pai de Augusto fez o pedido diretamente a Moreninha, pois seu filho não tinha coragem o suficiente. A moça ficou assustada e disse que daria a resposta mas tarde na gruta mas D.Ana disse ao pai de Augusto que não se preocupasse, pois a resposta seria sim.

Augusto, ansioso, foi até a gruta e chegando lá encontrou a Moreninha, os dois conversaram e ela perguntou se ele ainda amava a menina da praia. Ele disse que não pois seu amor pertencia somente a ela. Ela disse que não poderia se casar pois ele já estava comprometido com outra pessoa. Irritado, ao sair da gruta foi surpreendido quando ela lhe mostrou o breve verde. Augusto não agüentou a emoção e pegando o breve ajoelhou-se aos pés da Moreninha, começando a desenrolar o breve reconhecendo o seu camafeu.

O pai de Augusto e D.Ana entraram na gruta e não entenderam o que estava acontecendo, acharam que os dois estavam malucos e Augusto dizia que encontrara sua mulher e a Moreninha por sua vez dizia que eles eram velhos conhecidos. Logo após Filipe, Leopoldo e Fabrício viram a alegria do novo casal, mas Filipe foi logo dizendo que já se passaram um mês, Augusto perdera a aposta e deveria escrever um romance.

Augusto surpreende a todos dizendo que o romance já estava pronto e se intitulava:

A Moreninha.


2-Personagens


As personagens mais importantes são Augusto e Carolina.

A personagem que mais nos chamou atenção foi Augusto que era um estudante de medicina alegre, jovial e inconstante em seus amores. Este personagem nos chamou mais atenção porque o autor lhe confere complexidade já que no início da história o personagem é descrito de uma forma e no final dela é descrito de outra.

A personagem central é D.Carolina, menina de quatorze anos, possuía cabelos negros, olhos escuros, era travessa, inteligente, astuta e persistente na obtenção de seus intentos.


3-Enredo


O enredo apresenta unidade e organicidade pois a história possui início, meio e fim.

O clímax do enredo ocorre quando D.Carolina revela a Augusto, ao deixar cair um breve contendo um camafeu, que é a mulher a quem ele tinha prometido se casar na sua infância. O desfecho dá-se no final da história.


4-Ambiente


O tipo de ambiente predominante é físico. Foram encontradas algumas descrições interessantes, a que mais nos agradou foi: "A Ilha de... é tão pitoresca como pequena. A casa da avó de Filipe ocupa exatamente o centro dela. A avenida por onde iam os estudantes a divide em duas metades, das quais a que fica à esquerda de quem desembarca, está simetricamente coberta de belos arvoredos, estimáveis, ou pelo aspecto curioso que oferecem. A que fica à mão direita é mais notável ainda; fechada do lado do mar por uma longa fila de rochedos e no interior da ilha por negras grades de ferro, está adornada de mil flores, sempre brilhantes e viçosas, graças à eterna primavera desta nossa boa Terra de Santa Cruz."


5-Tempo


A seqüência narrativa e a ação dos personagens se dão em tempo cronológico pois ocorrem em três semanas e meia.


6-Foco Narrativo


A narração é feita em 3a pessoa, narrador onisciente. A importância para a obra e a repercussão no leitor é que a utilização deste tipo de narrador causa o aprofundamento psicológico das personagens, o que não ocorreria se o narrador não fosse onisciente ou em 1a pessoa.



7-Verossimilhança


A obra retrata uma realidade presente do autor fantasiada.



8-Escola Literária



A obra retrata as características do movimento literário a que pertence à medida que possui espírito romântico (final feliz), nostalgia medievalista (indianismo), idealismo, culto à natureza, cristianismo (Festa de San’t Ana), sentimentalismo, linguagem popular e liberdade criadora. As citações encontradas que comprovam algumas características citadas são: "--Estou habilitado para convidá-los a vir a passar a véspera e dia de San’t Ana conosco, na ilha de..." e "Mas Ahy era tão formosa e sua voz tão sonora e eterna, que o mesmo não pôde vencer do insensível moço, pôde do bruto rochedo; com efeito, seu canto havia amolecido a rocha e as suas lágrimas a transpassaram."

Na obra não há fugas dos padrões próprios da escola.



9-Mensagem



A mensagem descoberta foi que não devemos subestimar nossos sentimentos pois estes mudam com o tempo. A mensagem da obra contribuiu para o nosso enriquecimento cultural à medida que houve a aquisição de uma nova experiência de vida e assimilação de valores de uma época. A mensagem provocou reflexões sobre o verdadeiro sentido do amor.



10-Conclusão



Valeu a pena ler a obra porque a leitura foi interessante e agradável por provar mais uma vez a importância da redescoberta dos valores mais puros, honestos e genuínos presentes na alma do ser humano. A importância da obra dentro do Romantismo foi ter sido a primeira obra expressiva deste movimento literário no Brasil. O tema é a fidelidade a um amor de infância. A obra tem valor para o nosso tempo pois resgata sentimentos como honra, fidelidade e amor que não são muito valorizados totalmente.